A Comissão Europeia publicou o formato final de seis novas etiquetas energéticas

Escala das etiquetas energéticas vai voltar a ser de A-G

 

 

A Comissão Europeia adotou as primeiras medidas do denominado Pacote de Etiquetagem Energética e Conceção Ecológica que incluem o regresso à escala de eficiência energética de A a G, novo formato e aspeto visual das novas etiquetas, base de dados digital, critérios de reparabilidade, entre outros.

 

 

As novas etiquetas energéticas

 

• As etiquetas energéticas vão regressar à escala A-G, que incluirá um processo de reescalonamento para as etiquetas existentes, que apresentam uma escala diferente;

 

• As máquinas de lavar louça, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar e secar roupa, aparelhos de refrigeração, incluindo os de armazenamento de vinho, lâmpadas e, os visores electrónicos, incluindo televisores e visores de sinalização digital, vão ter as etiquetas alteradas;

 

• Os aparelhos de refrigeração comercial, como os encontrados no supermercado, vão ser etiquetados pela primeira vez;

 

• A etiqueta incluirá pictogramas mais intuitivos e um código QR, que direcionará para uma base de dados, disponível nos próximos meses, com informação oficial adicional;

 

• As novas etiquetas estarão presentes nas lojas físicas, online e também nos anúncios de televisão e na internet a partir de 1 Março 2021.

 

 

Benefícios das medidas implementadas

 

As medidas deste pacote foram preparadas após um árduo trabalho de análise científica e de consulta aos operadores económicos relevantes no processo, para que os benefícios cheguem a todos. Se, por um lado, os consumidores irão ter acesso a etiquetas energéticas mais percetíveis, produtos mais duradouros e maiores poupanças na fatura energética, calculadas em 20 mil milhões de euros a partir de 2030, por outro, a indústria vai ter ganhos adicionais ao apostar na inovação tecnológica e competindo com os concorrentes. Os benefícios em termos ambientais incluem poupanças significativas de energia, estimadas em quase 140 TWh a partir de 2030, equivalente a 3x o consumo de eletricidade em Portugal, maior reparabilidade e reciclagem e uma economia mais circular.

 

 

Próximos passos ainda este ano

 

A Comissão Europeia começou por adotar os regulamentos de etiquetagem energética e no início de Julho 2019 deverá adotar os regulamentos de conceção ecológica, que incluem estes seis produtos com as novas etiquetas e outros cinco sem etiqueta.

 

Estas duas ferramentas complementam-se embora atuando em diferentes níveis. A conceção ecológica, menos visível para os consumidores, estabelece limites mínimos de desempenho, reparabilidade, entre outros, que os produtos têm que cumprir para poderem ser colocados no mercado europeu. A segunda, é a bem-sucedida etiqueta de eficiência energética, reconhecida e usada por 85% dos consumidores europeus, cuja função é classificar os produtos mediante uma escala, estimulando a competição e a inovação e orientando os cidadãos no momento da compra verso os produtos mais eficientes.

 

 

Quercus aconselha na escolha e na utilização dos aparelhos

 

Para além do acompanhamento deste processo de revisão dos regulamentos, a Quercus disponibiliza, através da plataforma Topten.pt, informações sobre os modelos mais eficientes, em 14 categorias de produtos, desde máquinas de lavar, a impressoras, lâmpadas, automóveis, entre tantos outros. Os mais de 1000 modelos apresentados são selecionados com base na sua eficiência energética, calculada segundo os regulamentos europeus em vigor. E, como a eficiência energética não se limita a comprar o melhor, para além das listagens de produtos, o portal também fornece conselhos que abrangem a utilização, manutenção e fim de vida. Para ajudar os consumidores a reconhecer os melhores produtos e os fabricantes a divulgá-los, a Quercus criou um Selo atribuído aos modelos presentes no Topten.pt, que as marcas podem aplicar nos produtos à venda nas lojas ou nos catálogos online.

 

O projeto Topten.pt é gerido pela Quercus em Portugal desde 2007, e receberá em breve novo financiamento pelo programa da União Europeia, Horizonte 2020, que permitirá alargar as categorias ao aquecimento e arrefecimento de água e ambiente. O projeto decorre em 16 países europeus, estando em expansão a nível mundial, onde já conta com portais no Brasil, China, Chile e Argentina.

 

 

Lisboa, 12 de Março de 2019

 

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

Nota:

[1] http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-19-1596_en.htm

 

 

 

 

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