Na véspera do Dia Internacional do Abutre a Quercus lembra a importância ecológica destas espécies e as suas ameaças em Portugal

2 de setembro, Dia Internacional do Abutre

 

 

foto abutreO Dia Internacional do Abutre celebra-se, a cada ano, no primeiro sábado do mês de setembro, e tem como objetivos enfatizar a relevância deste animal e consciencializar as populações para o perigo da sua extinção.

 

Os abutres são aves de rapina que se alimentam de animais mortos, limpando os campos e evitando a proliferação de doenças. Desempenham, portanto, um papel sanitário que é fundamental para a manutenção do equilíbrio ambiental do meio que habitam.

 

Em Portugal ocorrem três espécies de abutres - o Grifo (Gyps fulvus), com uma população reprodutora de cerca de 500 casais, o Abutre-negro (Aegypius monachus), com apenas 15 casais e o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), com menos de 100 casais.

 

As duas últimas espécies encontram-se criticamente em perigo de extinção, devido a uma multiplicidade de fatores. As principais ameaças que afetam as populações destas espécies prendem-se com os envenenamentos, os abates ilegais, a electrocução e colisão em linhas elétricas, a perda do habitat e a escassez de alimento e mais recentemente a tentativa de introdução em Portugal de um fármaco para uso veterinário, o Diflofenac, que na Índia levou à extinção em massa de várias espécies de abutres.

 

A Quercus relembra que, atualmente mantém três campos de alimentação na zona do Tejo Internacional e está a colaborar com alguns municípios, zonas de caça e criadores de gado, de forma a criar mais campos de alimentação nesta região, onde existem populações importantes destas espécies ameaçadas. No Tejo Internacional localiza-se a maior colónia de Abutre-preto em Portugal com 13 casais, e foi nesta área protegida que, em 2010, após  mais de 40 anos de extinção em Portugal, esta espécie voltou  a nidificar em Portugal. Recentemente dois outros casais instalaram-se no Parque Natural do Douro Internacional e na ZPE - Zona de proteção especial para aves de Moura-Barrancos.

 

Além disso, desde há muito tempo que, no âmbito de vários projetos, a Quercus tem vindo a desenvolver esforços de conservação no sentido da proteção destas espécies contra as suas ameaças.

 

 

Lisboa, 1 de setembro de 2017

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

Nota: Fotografia de Nuno Silva.

 

 

 

 

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