Ministro do Ambiente pede mais ambição climática na União Europeia

Decorre hoje, 4 de março, em Bruxelas, o Conselho Europeu de Ambiente, no qual os Ministros de Ambiente dos Estados-membros vão avaliar os impactes do Acordo de Paris nas políticas europeias.

 

Em reação ao debate desta manhã no Conselho de Ambiente a Quercus considera que muitos líderes europeus entendem que o Acordo de Paris só terá significado se for traduzido em cortes de emissões mais ambiciosos para todos os países. Vários foram os Ministros que reconheceram que para alcançar as metas adotadas na COP21 em Paris, as fracas metas climáticas em vigor na União Europeia precisam de ser melhoradas. Os verdadeiros líderes não podem fechar os olhos ao facto de haver uma enorme distância entre os planos europeus de ação climática e aquilo que precisa ser feito para evitar a ocorrência de catástrofes climáticas.

 

Portugal está entre os países que fez o apelo a mais ambição, juntando-se a outros Estados-Membros como Alemanha, França, Reino Unido, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Grécia, Luxemburgo, Eslováquia e Suécia.

 

O Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, afirmou mesmo que a declaração proposta pela Comissão Europeia, em discussão neste Conselho, tem de ser mais ambiciosa: "é necessário incorporar a meta de 1,5ºC e a ambição para 2030 não é suficiente.", acrescentando que "não podemos pedir aos outros para fazer mais, se nós próprios não o fizermos".

 

De acordo com a Rede de Ação Climática Europeia, da qual a Quercus faz parte, as metas da UE para 2030 são inadequadas e precisam de ser revistas até 2018. Depois desta data, quando já tiverem sido adotadas as políticas climáticas europeias para 2030, será praticamente impossível melhorá-las.

 

Lisboa, 4 de março de 2016

 

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

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