Quercus interpõe providência cautelar contra o Município da Guarda devido ao abate de árvores

Em causa decisão polémica da Câmara Municipal da Guarda

 

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza interpôs no passado dia 2 de Março uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco contra a Câmara Municipal da Guarda devido ao avanço do abate de árvores bárbaro que decorre na AV. Cidade Salamanca, na cidade da Guarda, devido à ausência de informação esclarecedora e indisponibilidade do Município para suspender a ação do corte de árvores de grande porte.

No passado dia 1 de Março, a Quercus abordou a Câmara Municipal da Guarda para esclarecer devidamente o fundamento do abate de dezenas de árvores que tinha iniciado na AV. Cidade Salamanca, contudo, apesar das queixas efectuadas por munícipes da Guarda, continuou a falta de informação e a insensibilidade da Câmara para suspender o abate.

 

Petição Pública com centenas de assinaturas

 

Existe um movimento cívico a contestar, tendo sido criado recentemente uma Petição Pública “Cessação imediata do abate de árvores na Guarda” para a Câmara Municipal actuar no sentido de reverter o dano e que conta ao fim dos primeiros dias, já com quase 700 assinaturas contra o abate das árvores.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT80278

 

 

Câmara opta por estudo de atelier, que contraria estudos universitários

 

Apesar de existirem relatórios de análise técnica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) de 2015 a contrariar o abate das árvores com base em informação científica independente, a Câmara encomendou um outro estudo de urbanismo em Novembro de 2015, a uma empresa de Lisboa, ACB Arquitectura Paisagista que terá fundamentado a lamentável decisão da Câmara Municipal da Guarda.

Só depois da contestação, é que o Município da Guarda actualizou o seu sítio da internet com mais alguma informação, contudo, sem divulgar fundamentação e o próprio estudo de urbanismo do Atelier ACB para o abate indiscriminado de 40 Cedros e Tílias de grande porte.

 

 

A Quercus aguarda serenamente pela decisão do Tribunal

 

Com base na informação disponibilizada, a Quercus considera que esta actuação da Câmara Municipal da Guarda configura uma gestão danosa do património público arbóreo, da antiga N16 criado pelo Estado através da Junta Autónoma das Estradas em meados dos anos 30 do século passado.

Compreendemos a necessidade de substituição de algumas árvores, mas deveria ser efectuado um planeamento faseado ao longo de vários anos e não cortar todo o arvoredo urbano em escassos dias.

A Quercus considera ainda que os prestadores de serviço de arboricultura não devem compactuar com este tipo de decisões pouco fundamentadas.

Vamos aguardar serenamente pela decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, esperando que exista bom senso por parte do Município em parar as obras com abate de árvores na Av. Cidade de Salamanca.

 

   Lisboa, 4 de Março de 2016

 

   A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza 

 

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