Polis Litoral Sudoeste Alentejano marca passo e transmite má imagem dos poderes públicos junto das populações

 

costavicentinaA Sociedade Polis Litoral Sudoeste – Sociedade para a Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, S.A., foi criada com o objectivo de valorizar o património, qualificar o território e diversificar a sua vivência na área entre S. Torpes (Sines) e o Burgau (Vila do Bispo). Como o prazo para realização dos projectos e respectiva implementação terminou a 31 de Dezembro de 2013, a Quercus analisou a informação disponível e já interrogou a referida Sociedade com o intuito de conhecer qual o ponto de situação em que as intervenções se encontram.


Todavia, e ainda sem qualquer resposta, a leitura da informação disponível, pode-se desde já concluir que, até agora, este Polis se quedou pelos estudos e pela execução de projectos técnicos e não chegou praticamente ao terreno, uma situação lamentável que coloca em causa a imagem e a credibilidade do Estado Português junto das populações locais.

Mais, num contexto em que são impostas fortes - mas absolutamente necessárias - condicionantes às actividades económicas incompatíveis com a conservação dos valores naturais numa das mais importantes áreas protegidas nacionais, as mais das vezes geradoras de conflitos com as populações, seria prudente que as promessas proferidas em relação a investimentos públicos imprescindíveis à requalificação e valorização deste espaço fossem cumpridas de forma escrupulosa, sob pena de se vir a colocar em causa a preservação futura deste espaço classificado.

Neste quadro de total inércia e de desinteresse dos poderes pela preservação desta Área Protegida e pelas suas populações, a Quercus exige que sejam alocados de imediato os recursos financeiros necessários à execução dos 28 projectos previstos, pois é inaceitável que se percam cerca de 22,5 milhões de euros de Fundos da União Europeia destinados ao ambiente ou que os mesmos acabem por ser aplicados em projectos noutras regiões do país e que nada tenham a ver com a protecção ambiental.


Lisboa, 30 de maio de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

 

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