Quercus quer luz sobre o processo do PCI, novo Parque Industrial junto à Ria de Aveiro


ria aveiroÉ com muita preocupação que a Quercus vê a planeada construção de mais uma zona industrial na zona de Aveiro, a que se chamou Parque de Ciência e Inovação – PCI, um projeto encabeçado pela Universidade de Aveiro. Em devida altura, a Quercus tentou chamar a atenção dos responsáveis para a gravidade de uma intervenção em terrenos nas margens da Ria de Aveiro, e da necessidade de se procurar desde logo uma alternativa. Todavia, os responsáveis por mais uma parceria público-privada evitaram sempre esclarecer o motivo da localização escolhida. Ao que parece, a única resposta para a escolha da localização advém de um estudo encomendado, estudo esse com lacunas graves e que já está desatualizado. O próprio Reitor da Universidade de Aveiro foi publicamente interpelado e não foi capaz de explicar porque é que a instituição insiste num projeto mal concebido e que se encontra perfeitamente ultrapassado.

 

Perante esta situação, deu recentemente entrada nos tribunais uma Providência Cautelar – corajosa iniciativa dos habitantes da Coutada - que obriga à suspensão imediata de todas as obras previstas, enquanto o Tribunal não se pronunciar sobre a Declaração de Utilidade Pública do projeto, pois esta é a única forma de travar mais um investimento desastroso para o erário público e impedir que grupos que em nada perseguem o interesse público causem mais dívida pública desnecessária.

 

Neste contexto, a Quercus pretende anunciar uma iniciativa que leve a população de Aveiro e Ílhavo a contactar com toda a informação sobre o PCI e com este esquema de manipulação da realidade para favorecer determinados interesses instalados. Estão já estabelecidos contactos com cidadãos ligados ao estudo das temáticas da especulação imobiliária, das parcerias público-privadas e do clientelismo político, que lhes está quase sempre associado, pretendendo-se também avaliar o que se passou até agora com uma estrutura idêntica em Coimbra - o iParque – analisando os problemas criados e o envolvimento da Universidade de Coimbra.

 

Sabe-se também que o PCI absorverá verbas importantes de quase todas as autarquias da região de Aveiro, mas quando a Quercus quis obter informações foi confrontada com um inexplicável muro de silêncio, pois numa altura em que os municípios efetuam grandes cortes nos apoios em matérias de interesse público, fica a pergunta: quanto gastou e quanto vai gastar cada município, da Murtosa até Anadia, de Vagos até Sever do Vouga, para um empreendimento privado que apenas traz mais destruição de valores de interesse público?

 

Neste momento existem demasiadas perguntas sem resposta, mas a Quercus tem esperança que do silêncio comprometido das instituições surjam esclarecimentos cabais e ainda se volte atrás na intenção de construir o PCI. E que se evite mais despesa pública desnecessária, que é, para mais, indutora de graves impactes ambientais.

 

Aveiro, 3 de Maio de 2013

 

A Direção Nacional da Quercus - ANCN e a Direção do Núcleo Regional de Aveiro

 

 

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