Organizações não governamentais de ambiente pedem “um pouco de clareza” nas negociações em Barcelona

Estamos quase no final da última reunião internacional preparatória da Cimeira de Copenhaga, a decorrer em Barcelona, sendo por isso oportuno fazer um balanço e reflectir sobre a estratégia do Grupo de Países Africanos que se retirou das negociações no início da semana.

 

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Um resultado importante da sessão plenária de ontem foi a declaração, por parte dos países industrializados, de que irão anunciar as suas metas de redução de emissões sem mais atrasos, incluindo a parte que será alcançada através dos mecanismos de Quioto e pela contabilização das alterações do uso do solo e florestas.  É realmente espantoso como, depois de quatro anos de negociações para um regime pós-2012, esta informação ainda não foi disponibilizada. Alguns dos países industrializados, que constam da lista de países com metas de redução (países do Anexo I do Protocolo de Quioto), ainda nem sequer definiram ou apresentaram as suas metas.

 

 

 

Não admira que muitos países em desenvolvimento se sintam um frustrados pela falta de progresso dos países mais ricos em definir metas de reduções de emissões. Se todos os países desenvolvidos apresentassem a informação sobre as suas metas, seria muito mais fácil de perceber o que é preciso acordar, incluindo quer a parte de esforço doméstico de redução, quer a parcela que será comprada no exterior. Por outro lado, os países que estão a contar atingir as suas metas de redução com créditos do sector de alterações de uso do solo e florestas devem explicar como o pretendem fazer sem recorrer a métodos de contabilização fracos que permitam créditos fantasma.

 

 

 

O compromisso de colocar estes números em cima da mesa é muito importante nesta fase das negociações. Porém, tal não é suficiente para concretizar decisões. Se este tipo de progresso não tiver lugar, não será de surpreender que o nível de frustração aumente e o tom das negociações endureça. Claro que futuros colapsos podem ser evitados aqui e depois em Copenhaga, se os países em desenvolvimento virem uma liderança política nos seus homólogos ricos sobre questões críticas, como são as metas de redução dos países do Anexo I.

 

 

 

 

 

Lisboa, 5 de Novembro de 2009

 

 

 

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza 

 

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