Oeiras passa de excelente a péssimo exemplo

O Município de Oeiras fez um importante recuo na reciclagem, passando de excelente a péssimo exemplo nacional. Efectivamente, depois de ser pioneira na recolha selectiva de resíduos porta-a-porta vem agora a CM Oeiras anunciar junto dos seus munícipes o abandono desta prática. Esta opção está a gerar muitos protestos por parte da população. A recolha selectiva porta-a-porta é o sistema mais adequado para a recolha de resíduos e, quando bem implementada, possibilita altas taxas de recolha, revela-se ser mais económica e ao mesmo tempo não penaliza quem realmente participa na reciclagem.

 

De referir que quando o sistema de recolha selectiva porta-a-porta foi implementado em Oeiras, há 14 anos, o seu presidente na altura, já então o Dr. Isaltino Morais, mostrou ser pioneiro na matéria, pois a reciclagem era quase inexistente em Portugal.

 

Agora, precisamente sob a presidência do Dr. Isaltino Morais é anunciada a morte do sistema de recolha selectiva porta-a-porta em todo o Município, mesmo nas zonas com excelentes condições para a sua implementação (prédios com casa do lixo).

 

A experiência dos Municípios (incluindo Oeiras) que têm utilizado o sistema de recolha selectiva porta-a-porta, bem como a generalidade dos estudos existentes, indicam claras vantagens técnicas e económicas em relação aos outros sistemas de recolha, como os ecopontos. Por exemplo, é possível obterem-se aumentos de recolha entre os 280 a 485% (estudos efectuados pela Valorlis e ISCTE, respectivamente) para as embalagens de plástico. Alguns municípios da Catalunha (que criaram uma Associação de Municípios para Recolha Selectiva Porta-a-porta e, actualmente, já são mais de meia centena) passaram de uma percentagem de recolha selectiva com ecopontos de 7%, para 80% com a recolha selectiva porta-a-porta, em relação ao total de resíduos produzidos!

 

A Quercus, a pedido de um grupo de moradores de Oeiras, elaborou um pequeno parecer sobre o assunto que enviou ao Presidente da CMO e, ao mesmo tempo, solicitou uma reunião (em 23 de Abril) com carácter de urgência, bem como o acesso aos estudos técnicos que suportaram tão incompreensível decisão.23 De referir que até ao momento ainda não fomos contactados pela CMO sobre este assunto.

 

Lisboa, 5 de Maio de 2009

 

 

 

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