No DIA MUNDIAL DA FLORESTA queremos relembrar a sua importancia

Comemora-se a 21 de Março mais um Dia Mundial da Floresta. Por todo o planeta as florestas naturais desaparecem a um ritmo vertiginoso dando lugar a processos de erosão e desertificação que são acompanhados de uma perda de biodiversidade sem paralelo. O exemplo mais gravoso vem das florestas tropicais como a Amazónia onde muitas espécies são extintas sem que tenham sido estudadas e classificadas pela ciência.

 

As florestas têm um papel fundamental na regularização do ciclo hidrológico e na protecção dos solos face à erosão, constituem importantes ecossistemas que suportam uma rica biodiversidade, isto para além de proporcionarem a produção de inúmeros bens materiais, os quais vão muito além da produção de madeira, pasta de papel ou cortiça, como aliás a investigação tem posto a claro nos últimos anos, seja no domínio da alimentação como da saúde ou na descoberta de inúmeras matérias primas para indústrias diversas. 

 

Mais recentemente e para além da produção de oxigénio que lhes está associada, elas são consideradas como importantes sumidouros de dióxido de carbono, permitindo contrabalançar parcialmente o efeito de estufa que está a gerar alterações climáticas à escala global do planeta.

 

Para onde vamos em Portugal?

 

Na Europa, apesar de tudo as florestas estão em crescimento ao invés do que se passa no restante planeta. Também em Portugal as áreas florestais cresceram significativamente ao longo do último século. Há no entanto que saber que floresta temos e que floresta queremos ter. 

 

Numa perspectiva de criação de uma floresta de uso múltiplo é de todo lamentável que mais uma vez tenhamos de questionar sobre as várias medidas definidas no Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Floresta que não foram implementadas. Como se encontra o ordenamento das nossas matas onde continua a ser problemática a gestão sustentada das áreas privadas nomeadamente a norte do Tejo? Mais um ano volvido e continuamos sem Planos Regionais de Ordenamento Florestal previstos na legislação desde 1996. 

 

Estas como tantas outras preocupações que temos manifestado face ao estado da nossa floresta e de algumas das nossas espécies autóctones continuam pois sem resposta face a reorientações constantes da política que deixam lugar a soluções avulso que nada auguram de bom para este importante sector.

 

Continuaremos atentos e intervenientes na procura de uma gestão sustentável para uma floresta multifuncional contemplando não apenas o seu interesse económico directo mas também as valias ambientais que lhe estão associadas. Esperamos que as diversas medidas que têm sido apontadas para o desenvolvimento sustentável das nossas florestas avancem juntamente com a elaboração de um Código Florestal que permita conservar as nossas árvores autóctones.

 

Lisboa, 20 de Março de 2003

 

A Direcção Nacional da Quercus ANCN

 

Para mais informações contactar: Domingos Patacho: 91-4764802 ou José Paulo Martins 93-7788473

 

 

 

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