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QUERCUS contra a deposição de lamas contaminadas no Monumento Natural das Portas de Rodão

 

Quercus alerta que a deposição de lamas na área protegida do monumento natural das portas de Ródão é ilegal

 

O Ministério do Ambiente está a organizar, paga pelo Fundo Ambiental, uma limpeza da albufeira do Fratel no troço dos emissários de efluentes industriais em Vila Velha de Ródão, em resultado do agudizar dos problemas de poluição que há vários anos afetam o Rio Tejo. A Agência Portuguesa de Ambiente (APA) pretende aspirar 30.000m3 de resíduos diretamente do fundo do rio (para tratamento por Geotubes®) depositando-os na margem direita, num terreno privado dentro da área protegida do Monumento Natural das Portas de Rodão. Este terreno situa-se a 500m das Portas de Ródão, em plena Área Protegida (Decreto Regulamentar n.º7/2009, de 20 de Maio), cujo regulamento proíbe a deposição de resíduos.

 

 

portas rodao lamas

 

 

A Quercus vai alertar e sensibilizar as diversas autoridades para a ilegalidade daquela ação e o risco de contaminação e perturbação desta pequena área protegida (965,34 ha) já tão fragilizada pela poluição industrial do ar, das águas, e dos incêndios de 2017. A Quercus vai ainda solicitar ao Ministério do Ambiente os resultados das análises realizadas ás lamas retiradas recentemente pela APA do fundo de rio, dado que análises recentes davam conta da presença de metais pesados e hidrocarbonetos no Rio Tejo. A deposição de lamas, ainda que temporária, deverá ser feita de forma legal, segura e fora da área protegida num local que não represente mais riscos para o Ambiente.

 

 

 

As Portas de Ródão constituem uma ocorrência geológica e geomorfológica localizada nas duas margens do rio Tejo, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Nisa. Este conjunto natural sobressai pela imponente garganta escavada pelo rio nas cristas quartzíticas da serra do Perdigão, com um estrangulamento de 45 m de largura. Este geossítio evidencia particularidades geológicas, geomorfológicas e paleontológicas. A estas, associam-se as formações vegetais naturais, onde se destacam os zimbrais, a avifauna rupícola e o património arqueológico, testemunho de uma presença humana com centenas de milhares de anos.

 

 

A Direção do Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza- Castelo Branco 15 Março 2018

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